No dia 26 de abril de 2011, às 14h, foi realizada na EECCAM, a primeira atividade de intervenção do ano do PIBID/História na referida Escola. A atividade foi gerada no formato de uma oficina e abordou o tema “Bullying”.
Quanto à temática escolhida, optamos por tratar de um assunto polêmico e que está em constante abordagem na mídia e vem tornando-se um problema grave no cenário das escolas do Brasil e do mundo. De acordo com Ana Beatriz Barbosa Silva (psicopedagoga e autora do livro “Mentes perigosas nas escolas – BULLYING”), “É um termo em inglês (pronuncia-se ‘B-U-L-I-N’). Compreende atitudes agressivas, violentas, repetitivas e intencionais, demonstrando uma desigualdade de poder ou abuso de autoridade e causando intimidação da vítima. É mais conhecido dentro do ambiente escolar público e privado, mas não está limitado só a ele. Pode ocorrer diariamente no trabalho, em instituições sociais, educacionais, religiosas, militares, entre vizinhos, entre países, etc. Atinge crianças, jovens, adultos e idosos sem distinção de sexo e não respeita hierarquia de classes ou esferas da sociedade”.
Salvo o estudo e análise em torno do assunto, criamos as condições necessárias para a sistematização da oficina, a partir da divisão das ações, assim podendo ser sistematizadas:
1° ação: Dinâmica da bola, como prática de sensibilidade: foi usada através de recursos simples, constou da participação do aluno em colocar na bola, palavras, expressões que fizessem alusão ao tema. Dessa dinâmica foi possível o desenvolvimento do tema e das reflexões prévias.
2° ação: Se referia a leitura de relatos reais de pessoas que sofreram esse tipo de violência, além de os próprios alunos poderem também narrar algum episódio do tipo, sofrido por eles.
3° ação: Constou da divisão de grupos, os quais ficaram incumbidos de discutir os malefícios que algumas brincadeiras podem causar a crianças e adolescentes na escola.
4° ação: Caracterizou-se pela produção dos alunos que foram convidados a expressar de forma criativa e manifesta em painéis, seus traumas e as possíveis medidas que devem ser tomadas como forma de conscientizar sua realidade local na Escola frente a prática do Bullying.
No que tange esse relato, podemos inferir que alcançou os objetivos que tínhamos com relação aos alunos e a oficina, como: o interesse em debater o tema, a sede de testemunhar episódios sofridos pelo Bullying, a polêmica. Sendo importante destacar a nossa real vontade de realizar a oficina que de fato foi muito participativa. Também, não podemos deixar de ressaltar que essa formatação em torno de uma oficina logrou êxito, tendo em vista, que nos integramos não só do universo estudantil do aluno, mas nos inteiramos das realidades pessoais e da escola sobre como eles encaram a questão do Bullying.
Sabemos que não podemos transformar o mundo sozinhos, mas temos a capacidade de contribuir e intervir em nossa localidade. E partindo para uma visão historiográfica, refletindo junto com Carlos Guinzburg, chegamos a conclusão que a História também é construída pelas micro-histórias, pelas peculiaridades, pelas diferenças. E como trivial da história, existem suas continuidades e descontinuidades; torçamos para que o mal sentido do Bulling seja uma “descontinuidade” e não mais uma válvula de escape para a sombra do Preconceito.
(Jogos Didáticos)
Alunos participantes |
Alunos participantes |
Bolsistas em ação |
Aluno mostrando os resultados alcançados com a oficina |
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